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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Capricórnio



Eu gosto de saber.
Não gosto de indecisão, nem de dúvida. Deus, como eu detesto pessoas indecisas, daquelas que passam horas na vibe de "should i stay or should i go". Eu tenho dúvida também, mas eu penso numa escolha só o suficiente, e depois que eu tomo uma decisão, seja o que Deus quiser.

Eu não gosto de enganos. Daqueles misunderstanding, sabe? Odeio ler nas entrelinhas, ou não saber se a indireta foi pra mim. Fala direito porra, que eu te responde igual.

Eu gosto de falar verdade pras pessoas, mas só quando elas escutam. Tem um monte de coisa que ainda tá entalada na garganta, por que eu sei que o que eu tenho pra dizer, você não vai querer escutar.

Eu não ofereço minha mão pra qualquer um. Já tentei ajudar muita gente, mas se você quer fazer merda, então se fode aí.

Eu corto de vez qualquer coisa ou pessoa que me faça mal. Aprendi que no final, mesmo não querendo, as pessoas que você ama vão acabar te deixando, e o único com que se pode contar é você.

E justo agora, quase fazendo dezenove anos, que eu fui descobrir esse monte de coisa, e outras também.

Descobri que ou eu não sou tão forte quanto eu pensava ou eu não sou tão forte quanto antes.

Descobri um medo latente, que aparece todos os dias antes de levantar da cama, mas que eu escondo e ignoro.

Descobri que ainda existem livros que me dão medo, e que tem coisas eu não consigo encarar.

Descobri que tenho mais defeitos do que gostaria, mas também acabei com algumas falhas minhas.

Descobri que ainda me machuco com bobeira, e tenho ciúme igual criança.

Descobri que não me conheço.

Esse ano, como todos os outros, deixei muita coisa escrota pra trás, e deixei muita coisa boa também. Revi várias prioridades, e me livrei de algumas amarras. Criei novos objetivos, e me fortaleci um pouquinho. Perdi o pouco de paciência que tinha com aquela gente estagnada, de quem eu antes tinha pena. Mentira, nunca tive pena. A diferença é que eu agora aceito isso.

Agora eu aceito quem eu sou. Aceito essa pessoa horrorosa que mora em mim, aceito de verdade. Nem que seja a força.

E esse aniversário, de verdade, eu vou aproveitar. Por que eu sei que só vai estar comigo lá, quem esteve antes, e só eles valem a pena. Vou voltar aqui muitas vezes antes que tudo isso aí encima seja verdade, mas é bom fazer progresso.

sábado, 15 de outubro de 2011

E agora?



As vezes eu tenho a sensação de que parei no tempo. De eu to de pé, trabalhando no piloto automático, pra esperar a vida começar. Esperando a faculdade terminar, esperando o emprego acontecer, esperando a casa, a família. E isso é um pouco assustador, por que eu já sou considerada adulta, e deveria saber o que fazer. Eu quero o colo da minha mãe, e voltar pra aquele tempo em que ela é que cuidava de mim.

Todo o trabalho, todo o esforço, tudo isso tem objetivo, mas as vezes parece tão melhor não fazer. Quer dizer a gente trabalha pra poder descansar, então bem que podia pular essa primeira parte.

Não me leve a mal, eu gosto de trabalhar. Gosto de todas as minhas profissões. O que eu não gosto é obrigação.

Dá uma vontade enorme de virar hippie e viver vendendo erva.

Mas tudo isso é tolice, por que o mundo não funcionada assim, e se eu falar pra minha mãe que vou largar a faculdade e morrar no mato, ela me come de porrada. Eu quero uma vida simples, só isso. E queria viver, embora pareça que eu esteja perdendo minha intensidade aos poucos. Quero viver, e ser grande, mas tudo que eu faço é diminuir.