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segunda-feira, 20 de julho de 2009

Desapontamento.

Odeio. Odeio depender de alguém. Ter que necessáriamente pedir ajuda. A quem não se importa. A quem só aparece pra me dizer o quanto eu sou bonita e inteligente e se gabar por isso. De tudo que eu sou, não devo nada a ele. Nem mesmo um fio de cabelo meu é igual ao dele. Um dia eu almejei ser. Um dia eu o amava. Ele era meu herói. Antes de saber o quão dificil é conseguir qualquer ajuda, ser posta em primeiro lugar, pelo menos uma vez.

Eu não preciso do carinho, nem do apoio. Eu só precisava que fosse o adulto uma vez na vida e me deixasse orgulhosa. Mas a única coisa que vejo é uma felicidade tola, de quem agradece por pouco, podendo fazer melhor. De quem sonha sonhos impossíveis, e não faz nada enquanto isso. Eu vejo tudo voltar pra mim, com aquele tom condescendente, de quem dá um provilégio. Como se eu fosse a ingrata.

Como se eu devesse alguma coisa a ele. Como se fosse constante. Eu não quero presentes caros, nunca os quis. Eu quero um pouco de responsabilidade. Eu quero que ele tome consciencia da única responsabilidade que ele tem (e que é menor do que deveria), e tome conta dela. Quero que ele abra mão de... não sei.

Queria que ele fosse o homem que eu desejo, que me fizesse feliz como quando cantamos juntos. Mas um segundo depois, me decepciona tanto! Cantar não é mais o bastante. Eu exijo mais. E agora percebi que nunca vou ter. Ele não vai vir me amar. Ele vai esperar que eu seja perfeita, que ele possa dizer que ele fez a menina mais linda do mundo. E não vai me dar nada em troca.

Ele não é mais meu pai.

1 comentários:

Jade Cristina disse...

Eles nunca o fazem. Só querem se gabar.

Bem vinda ao clube. E sinto muito que vocÊ tenha que entrar nele também.

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