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domingo, 28 de setembro de 2008

Minha mulher de libra

Perfeita. Sempre foi. Também, libriana. Que mais se podia esperar? Mas o que me deixa feliz é que ela é minha. O que é muita coisa, já que librianas não são de ninguém. Mas ela sim, é totalmente minha, mesmo que não saiba. Minha pra cuidar e proteger. Minha, sim, pro uso que eu quiser. Por que só eu a vejo, só eu a escuto, e somente eu a entendo. E olha que eu sou capricórniana, não devia me importar com ninguém. Mas ela importa. Seria uma ofensa tê-la e não se importar.

A única libriana da minha vida. E a única sempre será. Me considero com sorte por ter conseguido uma tão cedo. Todos deviam tentar, é revigorante.

Ela me liberta e me faz sorrir. Passa por mim como o vento, não se pode segurá-la. Ela age como quer, quando quer. Ela está sempre linda, esnobando você. Ela esconde sua dor por baixo do orgulho. Ela nunca parecerá triste, ou precisando de ajuda. Ela controla você. Mas não a mim. Por que eu sou de capricórnio. O que eu quero, eu consigo. Eu a quis, e eu consegui. Os signos provavelmente não combinam, eu não sei. Nunca entendi o horóscopo. Acho que vou me dar um subtítulo: Morgana, caçadora de librianas. Mas isso não importa, estou divagando.

O centro do assunto é ela, sempre será. A causadora de ciúmes e inveja. A diva que te põe no chinelo. Ela é um furacão, ela faz tudo que você não consegue. E eu vou me vangloriar pro resto da vida por tê-la, e por saber, ela nunca será de mais ninguém. Eu verei a todos que acham que a conhecem, eles pensam que importam, mas estão errados. Eu sou a mais distante, e a mais presente. Quando você achar que a tem, pense de novo. Ela já tem dona. Estarei aqui sempre, onde você não consegue me percerber. Onde ela sempre pode me achar. E quando estiver no auge de sua audácia de pensar que a tem, ela virá a mim. Sua mulher de capricórnio. Por que eu, que não deveria pertencer a ninguém, sou toda dela.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Gentileza

Eu ainda consigo achar que isso é tudo que nos falta, pro mundo ficar melhor. Doce ilusão. Mas sim, já seria um começo. Por que, pensa criança, cada vez que você responde mal a alguém, ela te responde mal de volta. E se não tem oportunidade de te tratar mal, vai fazê-lo com outra pessoa, aí você já notou o efeito dominó. Temos que pensar em algo além de nós mesmo e nossos problemas. Que não sabemos quais são os problemas dos outros, e que eles podem ser bem piores que os nossos.

Não custa nada dizer "obrigado" acompanhado de um sorriso, "por favor" com um tom um pouquinho mais leve. Você não vai morrer se ceder seu lugar pra alguém, ou se puder ajudar. Todos reclamamos que são grossos e mal educados conosco, mas alguém já parou pra ver o quanto é mal educado também? Quer dizer, gentileza gera gentileza, ? Então por que nos ferimos tanto? Que necessidade é essa do ser humano de ofender e magoar? Já que, pelo visto, somos incapazes de respeitar o ambiente a nossa volta, deveríamos pelo menos poder nos respeitar uns aos outros!

Eu me arrependo todos os dias das coisas que falo. Falo antes de pensar, e magoo as pessoas. Grande das vezes não me importo, que é quando elas realmente merecem.
Mas em outras não. Estou tentando me ensinar essa lição de gentileza. Poder dar, sem esperar nada em troca. Só pela felicidade de ver outro feliz. Por que é muito bom fazer uma gentileza pra alguém. Ver um amigo, ou mesmo um desconhecido se sentir grato a você, e com sinceridade. Por que cada vez que você for gentil com alguém, ela será gentil com alguém. E pense, um dia podem estar sendo gentis com você! Não seria demais?

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Decepcionando cada vez mais.

Aí você me pergunta, como eu tinha planejado, decepcionando com o quê? E eu gentilmente respondo, como também tinha planejado, com tudo ao meu redor. Com cada pessoa que passa na rua e joga fumaça na cara do outro. Cada um que para pra converar na calçada de CAMPO GRANDE numa segunda-feira. E comigo mesma, por saber que sou incapaz de consertar essa zona.

Por que, olhe pelo meu lado. Todos os dias eu entro num trem lotado, onde quase sempre vou em pé. Já perdi uma vaga no vagão feminino por que um homem não deu lugar pra uma senhora. Hello-o, ele nem devia estar lá! Já quase fui parar em Santíssimo, por que as pessoas não me deixam sair do trem na pressa de entrar. Eu tenho a sincera vontade de lembra-las de que não tem mais lugar, elas vão em pé de qualquer maneira.

Ando num lugar sujo, com calçada de um metro de largura, onde um caminhão quer descarregar mercadoria. Me desculpe amigo, sei que está fazendo seu trabalho, mas não sou obrigada a te aturar. Fico fula em época de eleição. Se coubesse a mim dar um castigo a cada corrupto no governo, eles sofreriam todos os dias o que o pior dos pobres sofre. Pra saber na pele como é depositar todas as suas esperanças de uma vida melhor numa pessoa, pra depois saber que foi ela que roubou seu dinheiro.

Não sou como metade das pessoas que conheço, ou melhor, que evito conheçer. Não me importa se meu cabelo está muito ruim, ou se minha maquiagem borrou. Não consigo simplesmente agir como agem os jovens, como se o amanhã não importasse. Eles correm, gritam e tratam todos mal, se escondem das responsabilidades nas capas e suas idades. Aproveitar é uma coisa, cagar e andar é outra. Tudo depende de um pouco de educação.

Pra deixar os termos claros no fim da revoluçaõ: não, eu não vou te apoiar. Não vou te perdoar por achar que é jovem demais. Não vou esquecer sua falta de educação. Não vou te ensinar o que é gentileza. Não vou te mostrar como a gente sofre. E não, eu não vou votar em você. Apoio o voto nulo, por que esse pelo ao menos, dentre todas as decepções que eu poderia ter, nunca me enganou com atutudes erradas e promessas não compridas.

domingo, 7 de setembro de 2008

Eu vou me mudar.

Acho que por isso notei o quanto gosto daqui. Da luz, do vento, do jeito da chuva, da minha vista da janela. Do cheiro das cortinas e da textura das paredes. Do vidro quebrado e do reboco que cai. Gosto até mesmo da poeira e do jeito que escurece. Das paredes frias e cômodos mofados, do piso sujo e das cadeiras pesadas demais.

Gosto como as coisas se amontoam mesmo quando as jogamos fora. Da sensação de se deixar estar no sofá enquanto anoitece. E também gosto do céu.

Muito de lavar a cozinha e arrastar os móveis, mais ainda das molas do sofá. Do banheiro onde as toalhas não secam e da área cujo piso não clareia.do pântano que é meu quintal e quando chove mais dentro do que fora. Da minha garagem e da minha varanda. Do quarto que não é meu e dos livros que roubei. Da decoração desparelhada e desse tom horrível de salmão.

De estar sozinha ou com minha mãe. De ouvir música no chão e filme embaixo do cobertor. Das brigas e dos abraços. E principalmente das lembranças, até as que não tenho.

Essa vai ser sempre a minha casa.